FRUTICULTURA
Hoje, contamos com a Frente Parlamentar da Fruticultura
Brasileira, formada por mais de 200 deputados federais e 15 senadores. Com esta
força política no Congresso Nacional, conseguimos inserir a Fruticultura na Lei
de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e também no Plano Plurianual 2008-2011, garantindo
recursos orçamentários para uma política pública que verdadeiramente impulsione
a fruticultura brasileira.
Afonso Hamm
Deputado Federal – PP/RS
Presidente da Frente Parlamentar da Fruticultura
Plano Agrícola e Pecuário 2010-2011
A safra 2010/2011 começa com resultados recordes de produção,
um contexto econômico de estabilidade no Brasil. No Plano Agrícola e Pecuário 2010/2011,
o Ministério da Agricultura apresenta metas e ações que confirmam e reforçam a vocação
da produção rural brasileira de conjugar crescimento econômico, responsabilidade
social e respeito ao meio ambiente.
Acesse a íntegra do Plano aqui:
(http://www.agricultura.gov.br/images/MAPA/arquivos_portal/Plano_2010.pdf)
Políticas para o setor frutícola presentes no Plano
Políticas de crédito
Além de dispor de linhas de crédito para investimento e
custeio, foi aprovada uma Linha Especial de Crédito (LEC) para auxiliar a
comercialização de diversas frutas como abacaxi, banana, goiaba, maçã, mamão,
manga, maracujá e pêssego. Por meio da LEC é possível financiar a estocagem das
frutas em forma de produtos processados e evitar picos de oferta e baixos preços.
A LEC também incentiva a agroindustrialização no setor, facilitando o acesso a novos
mercados externos.
Gestão do risco rural
Mais de 30 culturas frutíferas estão contempladas pelo
Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural. O Governo Federal participa do
seguro pagando uma parte do prêmio que, no caso das frutíferas, pode ser de 40%
ou 60%, dependendo da cultura.
Coordenação das cadeias produtivas
Atualmente, 25 câmaras setoriais e seis câmaras temáticas
estão em atividade, das quais três são do setor frutícola: a Câmara Setorial da
Cadeia Produtiva da Vitivinicultura, a da Citricultura e a da Fruticultura.
Sem tempo ruim
Ainda com uso restrito, o cultivo protegido de frutas apresenta vantagens
no pomar e na comercialização, mas exige investimentos e manejo diferenciado.
As noites geladas e os dias quentes da serra gaúcha, bem como o inverno
rigoroso com frequentes geadas e até mesmo neve, proporcionam as melhores condições para o cultivo
de uvas finas de mesa no Sul. Tamanha variação de clima, no entanto, provoca nos parreirais, a
incidência de doenças, que são reduzidas com uso de cobertura plástica.

O produtor João Pedro Toss usa a cobertura para proteger as uvas Itália e
Rubi em sua propriedade, em Caxias do Sul (RS). Ele é um dos pioneiros no uso da proteção junto a
outros 150 produtores de uva da região nordeste do Rio Grande do Sul. O cultivo protegido é uma
prática ainda recente e usada em menor escala na fruticultura, quando comparado a horticultura e
floricultura, que são cultivos mais intensivos com rendimento calculado em metros quadrados.
“Em fruticultura, os rendimentos são por hectare e um pouco mais extensivo.
Com isso, o cultivo protegido é mais direcionado para proteção contra granizo, evitando danos em
frutos com perda de qualidade e, também, em algumas situações, evitando que se perca toda a produção”,
explica Timotheus Johannes van de Laar, diretor da Holantec, empresa de consultoria em fruticultura,
com atuação nos Estados de São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul.
O diretor explica que as áreas mais representativas com cobertura anti-granizo
são no cultivo do caqui, ameixa e uva, no Estado de São Paulo, e maçãs, nos Estados do Sul. Segundo ele,
é comum encontrar situações em que um produtor resiste em investir neste tipo de cobertura e perde toda
a produção com chuva de granizo, por exemplo, enquanto um vizinho que colocou toda a estrutura, gastou
em torno de R$ 30 mil por hectare, garantiu sua safra. “O retorno do investimento depende do tipo de
cultura, mas pode girar em torno de um ano”, afirma.

Consumidor paga por fruto melhor e atacadista não tem encalhe Paulo Leovane
Franco, supervisor de Vendas da Poliagro Indústria de Plástico, uma das três fornecedoras da família
Toss, diz que “com a cobertura é possível reduzir a quantidade de aplicação de defensivos em torno de
80%. Isso porque a estufa evita a não criação de ambiente propício a proliferação de fungos”. Segundo
ele, “o aumento na produção é visível embaixo das estufas: de até 45% em variedades, como Niagara e
Moscato Giallo, que saltou de 32 toneladas por hectare para 48 toneladas por hectare na safra de
2007/2008.” A explicação para isto? “A planta consegue fazer a fotossíntese melhor embaixo da proteção
em função do calor armazenado, reduzindo assim o estresse causado pelas diferenças de temperatura durante
a noite.
A planta também absorve melhor a adubação”, explica Leovane Franco, baseado nos
resultados obtidos pelos produtores que atende. O plástico é colocado em cima da parreira sustentado por
arcos galvanizados ou cordoalhas e tem uma espessura (micragem) maior do que as estufas tradicionais.
O custo de usar essas estufas é em torno de R$ 35 mil a R$ 38 mil sem contar a mão-de-obra. Nas contas
de Paulo, o investimento compensa: o produtor de uva Niagara coberta vende a fruta por R$ 1,40 e R$ 1,50,
o dobro da uva desprotegida. A produtividade é, segundo ele, 35% a 40% maior nessa variedade.
“Com uma produção de 25 ou 30 toneladas por hectare, mais o valor agregado da fruta, ele pagaria os
custos da cobertura na primeira safra”, calcula.
Imagens: Maçãs crescem protegidas de granizo sob tela protetora,
mantendo a qualidade exigida pelo consumidor
Fonte: Revista Frutas e Derivados – Edição 13
Encontro trata sobre o projeto Vinhos da Campanha Gaúcha
O Sebrae-RS e as entidades parceiras deu a partida no Projeto Vinhos
da Campanha Gaúcha, que atenderá 80 produtores de uva e 15 vinícolas da região em 2010 e 2011.
O projeto busca promover a região da campanha como referência em produção de vinhos finos,
através da padronização da qualidade e do aumento do volume comercializado dos produtos,
viabilizando técnica e economicamente os empreendimentos da região.

Um encontro foi realizado em Santana do Livramento, na terça-feira passada, e tratou das
questões da formação de uma entidade de representação dos vitivinicultores da região e também
das, definições dos processos de certificação que serão buscados nos próximos anos. A reunião
contou com a participação de técnicos da Embrapa Uva e Vinho, do Sebrae e de empresários da
Associação dos Produtores do Vale dos Vinhedos (Aprovale ).
Entre os produtores de vinho participaram empresários dos municípios de ltaqui, Uruguaiana,
Quarai, Alegrete, Rosário do Sul, Santana do Livramento, Dom Pedrito, Bagé e Candiota.
Segundo o gestor do projeto, engenheiro agrônomo do SEBRAE-RS Tauê Hamm é fundamental que os
produtores em âmbito regional estejam organizados para que juntos se tornem mais fortes na
busca de novos mercados e na divulgação da imagem dos vinhos da Campanha Gaúcha.
"Conseqüentemente, desenvolvendo a vitivinicultura na região", enfatiza.
O projeto envolverá para os produtores de uva ações de capacitação gerencial e tecnológica,
e para as vinícolas o foco será ações de acesso a mercado como feiras, rodadas de negócio e
prospecção de mercados. Durante a reunião, os produtores e os técnicos definiram que a
associação vai iniciar o processo de implementação da Indicação de Procedência para os vinhos,
assim como o Vale dos Vinhedos fez.

Essa Indicação de Procedência visa valorizar os vinhos da região, agregando valor e promovendo
os produtos, facilitando o acesso ao mercado e incentivando o enoturismo. Em meados de março,
o grupo se reunirá para definir o estatuto e encaminhar a documentação para registro da
associação.
Fonte: Jornal Minuano - 12/02/2010
FRUTAS NA MERENDA ESCOLAR
Uma das novidades apresentadas pelo deputado Afonso Hamm
é o Projeto de Lei, de sua autoria, que propõe tornar obrigatório o fornecimento
de frutas regionais e da época em todas as refeições servidas aos estudantes nas
escolas públicas e também na Cesta Básica.
“O consumo de frutas e sucos melhora
a saúde da criança. Já houve uma substituição no país em 33% de refrigerantes por
sucos”, assinala.
Projeto de Lei 3267/2008
VII SEMINÁRIO DE VITIVINICULTURA DA METADE SUL DO RS
BAGÉ RS – 17 A 19 DE JUNHO DE 2010
Resumo das principais discussões e demandas originadas do Seminário
NECESSIDADE DE PESQUISA PARA A REGIÃO
Foi apontada em várias palestras do Seminário, a necessidade
de incrementar pesquisas tecnológicas na região visando melhorar a competitividade
dos vitivinicultores, além de proporcionar melhorias no manejo dos vinhedos e na
elaboração dos vinhos, tornando a região cada vez mais especializada na produção de
vinhos finos de excelência.
Algumas das indagações que ainda merecem estudos:
- Quais as melhores variedades ou clones para determinados tipos de solos e
micro-clima?
- Como desfolhar e conduzir o vinhedo?
- Quais as opções economicamente viáveis de mecanização dos vinhedos?
- Quais as variedade que expressam o “Terroir” da Campanha Gaúcha e Serra do
Sudeste (variedades emblemáticas)?
Diante dessa situação foi realizado durante o Seminário um
Workshop “Demandas tecnológicas da Metade Sul do RS” para debater de que forma as
demandas levantadas poderiam ser solucionadas. Nessa oportunidade o Dr. José Fernando
Protas apresentou o programa Redes Vitivinicultura (RECEVITIS) que aportará cerca de
R$ 9 milhões de reais para projetos de inovação e tecnologia. Essa rede é coordenada
pela Embrapa Uva e Vinho e recebe o aporte de recursos do Ministério Ciência e
Tecnologia (MCT).
A partir da demanda de uma entidade ou empresa da região
deve se encaminhar a proposta de projeto à Coordenação do Programa. Nesse sentido
a Associação Vinhos da Campanha já está se organizando para isso e após aprovação
da proposta as entidades e universidades com atividades a fim irão fazer o projeto
de pesquisas e estudos detalhados em um valor mínimo de R$ 500.000,00, visando
atender as principais demandas dos vitivinicultores da Metade Sul.
INDICAÇÃO GEOGRÁFICA “VINHOS DA CAMPANHA GAÚCHA”
Esse assunto é uma prioridade da recém formada Associação
dos Produtores de Vinhos Finos da Campanha Gaúcha (Vinhos da Campanha) que visa
buscar a Indicação de Procedência para os Vinhos da Campanha Gaúcha. A certificação
é fundamental para valorizar os vinhos da região, promovendo no mercado interno e
externo. A IG busca valorizar as particularidades, a cultura e a diferenciação desses
produtos e com o processo de certificação, manter a padronização de alta qualidade
nos vinhos e espumantes. Esse tema é liderado pela Embrapa Uva e Vinho que tem
know-how no assunto e já está em articulação para ter início em 2010, com os recursos
do Programa Redes (MCT).
COMERCIALIZAÇÃO DE VINHOS
O setor vitivinícola brasileiro está retomando seu
crescimento depois das grandes quedas de comercialização de vinhos finos ocorridas
entre 2007 e 2008, por influência da entrada massissa de vinhos importados. Em 2009
a comercialização de vinhos finos brasileiros teve aumento de 16% e os espumantes
crescem em torno de 30% ao ano. Aliado a isso, a grande quebra da safra 2009/2010
ocorrida em função do excesso de chuvas, foi de 37% nas uvas viníferas. Com esse
cenário há um certo otimismo nos produtores de uva em conseguir melhores resultados
na próxima safra em função da falta de matéria-prima de qualidade. Também estão
ocorrendo alguns investimentos em construção de pequenas vinícolas o que mostra a
consolidação do pólo vitivinicola da Campanha Gaúcha.
REIVINDICAÇÕES PARA O SETOR VITIVINÍCOLA
- Estabelecimento de um regime de ICMS Diferenciado para a
agro industrialização nas áreas de frutas e de vinhos.
- Manutenção do Projeto de Vitivinicultura da Campanha
Gaúcha, coordenado pelo Sebrae/RS e com apoio de várias instituições e entidades
do setor. Esse projeto vem contribuindo de forma muito efetiva para a melhoria da
competitividade dos vitivinicultores e na promoção dos vinhos da Campanha Gaúcha.
- Adequação da LEI SECA, para permitir o comercio Varejista
de Vinho para Cantinas em beira de rodovias Federais localizadas em zonas rurais
assim como foi liberado para áreas contiguas às Brs em zonas urbanas.
- Programa de Financiamentos para investimento em Vinícolas,
com carência, juros e prazos mais adequados a empreendimentos de longo prazo.
– Ampliação da segurança nas fronteiras, com efetiva presença
no combate ao roubo e especialmente no contrabando de Vinhos.
– Controle do selo fiscal dos vinhos comercializados,
principalmente nos município de fronteira, inibindo e punindo a comercialização de
vinhos oriundos de “Free-shop” e do país , que não possuem o selo;
– Apoio de instituições público e privadas do setor em
campanhas de promoção do setor vitivínicola gaúcho, buscando o aumento do consumo
de vinhos e espumantes;
– Apoiar a participação das vinícolas da Campanha Gaúcha e
da Serra do Sudeste em feiras de negócios do setor, auxiliando na abertura de novos
canais de comercialização. A SEDAI já tem projeto nesse sentido.