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Manifesto Pró-Carvão em Candiota - Parte 2


O Rio Grande do Sul detém 90% das reservas nacionais de carvão mineral. Dado esse potencial, reafirmamos a necessidade de aproveitar as reservas do Estado. É vital para gerar emprego e renda nessas regiões e assim, alavancar o Estado gaúcho, que atualmente importa 65% da energia que consome.

 

Dentre as usinas que se abastecem com o carvão, destaco a Usina Termelétrica Presidente Médici, da CGTEE, em Candiota, que contribui, substancialmente, para o fornecimento de energia no Estado. A Fase C, concluída recentemente e em plena atividade, dispõe de sistema de controle de monitoramento com baixo impacto ambiental. Trata-se da maior obra do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) na região Sul, avaliada em R$ 1,3 bilhão. Com as térmicas em operação, será possível proporcionar a auto-suficiência de energia no Rio Grande do Sul e ainda exportar energia para os países vizinhos, sempre utilizando o carvão mineral com tecnologia ambiental equilibrada. A energia gerada com carvão mineral é importante alternativa de desenvolvimento e de segurança energética.

 

Portanto, reforço a importância dessa mobilização para que o carvão mineral possa novamente competir nos leilões de energia do tipo A-5, com total isonomia, oportunizando que projetos que já se encontram, inclusive, ambientalmente licenciados, possam ser viabilizados e que consequentemente elevará a geração de emprego e renda em toda a cadeia produtiva da geração termelétrica.

 

O Brasil não pode abrir mão das suas reservas naturais e as riquezas de carvão mineral, ficando o recente e consistente crescimento dessa matriz energética no planeta. Conforme dados da Agência Internacional de Energia (IEA), o consumo global do carvão cresceu 10,8% em 2010 alcançando 5,234 Mtce. O consumo adicional é maior que o consumo anual da Índia. Cerca de 80% do consumo incremental vem de países pobres, mas mesmo nos ricos, como na Comunidade Européia, o consumo de carvão cresceu 4,8%.

 

O mais importante player do carvão é a China. Em 2010, a China consumiu 329 Mtce de carvão a mais que 2009 – que é maior que o consumo do Japão e Alemanha combinados. Como existem em construção no planeta 216 GW – dois Brasil – em térmicas a carvão sendo que 17 GW, na Europa e 19 GW, nos USA o atual cenário deverá permanecer, ampliando a demanda por carvão, inclusive após o efeito Fukushima.

 

Enquanto esses números mostram a importância do carvão para o planeta e para o crescimento dos países mais pobres, que tem nele a segurança de suprimento e o baixo custo de energia, aqui no Brasil, importamos mais de 15 milhões de toneladas de carvão metalúrgico e estamos lutando para que o carvão possa participar de um leilão A-5 com 2,4 mil MW de projetos já licenciados ambientalmente. É voz corrente no setor elétrico, que precisamos agora de usinas térmicas para equilibrar o sistema interligado nacional e que, após 2030, o nosso potencial hidroelétrico estará praticamente esgotado. Existe potencial de carvão metalúrgico, de carvão vapor e existem tecnologias que podem ser adaptadas ao carvão nacional para que cada vez mais possa ser utilizado de forma sustentável. Portanto é tempo de o Governo Federal, traçar uma estratégia para o aproveitamento deste pré-sal, que está no subsolo do sul do Brasil, praticamente, inexplorado em beneficio do povo brasileiro, que segundo a sua Constituição é dono dos recursos naturais.

 

Peço a divulgação desse pronunciamento nos meios de comunicação desta Casa Legislativa.

 

            Era o que eu tinha a manifestar

 

            Afonso Hamm

            Deputado Federal (PP-RS)





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